|
PNEUS :: Informações Técnicas
I. MEDIDA DO PNEU
Todos os pneus trazem
na lateral informações importantes que funcionam como bilhete de
identidade do pneu.
Por exemplo:

225/45 ZR17
91Y - Esta inscrição
fornece-nos informação sobre a medida, tipo de construção, índice
de carga e índice de velocidade do pneu.
Assim, temos que:
225
: indica a largura da secção do pneu (em milímetros);
45
: indica a série do pneu, referente à relação percentual entre a
altura e a largura da secção do pneu. A série, ou por outras
palavras, a altura ou perfil do pneu, corresponde a 45% da largura
(225mm);
R :
indica que o pneu é de construção radial;
17 :
indica o diâmetro em polegadas da jante em que o pneu será montado;
91
: indica o índice de carga, ou seja, a capacidade de carga máxima
que o pneu pode suportar. Neste caso é 615 Kg;
Z
: corresponde ao índice velocidade, actualmente em desuso e que
indica a velocidade máxima a que o pneu pode rolar em segurança.
Neste caso a letra Z indica que a velocidade máxima corresponde a
mais de 240 Km/h;
Y
: esta letra corresponde, também, ao índice de velocidade. Devido à
evolução automóvel, novos índices de velocidade foram criados para
pneus a equipar em automóveis de alta gama e que atingem velocidades
superiores a 240 Km/h e definidas. Neste caso, o índice Y indica que
a velocidade máxima é de 300 Km/h.
II. ÍNDICE DE
VELOCIDADE
O índice
de velocidade de qualquer pneu é a medida de velocidade máxima de
segurança de um pneu. Constitui também uma indicação do modo como
o pneu se comportará a velocidades mais baixas. Um pneu com um índice
mais alto dar-lhe-á uma maior tracção e uma resposta melhorada da
direcção mesmo a 80 km/h.
Não
é aconselhável colocar uns pneus com um índice de velocidade
inferior ao dos pneus que vêm a equipar o seu veículo, de origem. Do
mesmo modo, nunca misture pneus com índices diferentes.
A
tabela seguintes apresenta a equivalência entre os índices de
velocidade e a velocidade máxima.
| Índice
de Velocidade |
Velocidade
Máxima Km/h |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
III. ÍNDICE
DE CARGA
A
tabela seguinte apresenta a equivalência entre os índices de carga e
a carga máxima determinada para o pneu.
|
ÍNDICE
DE CARGA
|
CARGA
MÁXIMA (Kg)
|
ÍNDICE
DE CARGA
|
CARGA
MÁXIMA (Kg)
|
|
70
|
335
|
97
|
730
|
|
71
|
345
|
98
|
750
|
|
72
|
355
|
99
|
775
|
|
73
|
365
|
100
|
800
|
|
74
|
375
|
101
|
825
|
|
75
|
387
|
102
|
850
|
|
76
|
400
|
103
|
875
|
|
77
|
412
|
104
|
900
|
|
78
|
425
|
105
|
925
|
|
79
|
437
|
106
|
950
|
|
80
|
450
|
107
|
975
|
|
81
|
462
|
108
|
1000
|
|
82
|
475
|
109
|
1030
|
|
83
|
487
|
110
|
1060
|
|
84
|
500
|
111
|
1090
|
|
85
|
515
|
112
|
1120
|
|
86
|
530
|
113
|
1150
|
|
87
|
545
|
114
|
1180
|
|
88
|
560
|
115
|
1215
|
|
89
|
580
|
116
|
1250
|
|
90
|
600
|
117
|
1285
|
|
91
|
615
|
118
|
1320
|
|
92
|
630
|
119
|
1360
|
|
93
|
650
|
120
|
1400
|
|
94
|
670
|
121
|
1450
|
|
95
|
690
|
122
|
1500
|
|
96
|
710
|
123
|
1550
|
IV. EQUILIBRAGEM
DE RODAS
A equilibragem:
Para que serve?
Esta operação permite que se desloque sem vibrações (vibrações
que sente no volante). Uma equilibragem perfeita traduz-se numa ausência
de vibrações e evita o desgaste prematuro dos pneus e amortecedores.
Porquê a equilibragem?
A equilibragem das quatro rodas é necessária para suprimir os
efeitos de desequilíbrio do conjunto rolante (vibrações). Os automóveis
são concebidos para proporcionarem um andamento suave e seguro. As
vibrações excessivas das rodas, podem resultar em:
- Desgaste excessivo dos pneus;
- Desgaste prematuro dos órgãos de suspensão, direcções e
rolamentos
- Estabilidade e condução inseguras, o que resulta num desconforto
na condução.
Rodas desequilibradas:
O equilíbrio estático verifica somente um plano de direcção
do peso e apenas permite analisar o desequilíbrio vertical "para
baixo ou para cima". Este processo não suficiente e adequado
para as vibrações dos veículos de hoje.
O equilíbrio dinâmico verifica os dois planos de correcção
de peso. Elimina o desequilibro horizontal
"de um lado para o outro", que não é corrigido no equilíbrio
estático.
V.
EQUILIBRAGEM
DE RODAS
A
insuflação dos pneus é normalmente feita com ar comprimido. O que
muita gente não sabe é que a insuflação pode ser feita também com
nitrogénio, que oferece várias vantagens aos pneus:
|
-
menor temperatura de funcionamento do pneu, pois o oxigénio
conserva o calor e o nitrogénio dissipa-o. Testes
realizados provam que os pneus insulados com ar apresentam
temperaturas é 17% a 21% superiores do que quando
insuflados com nitrogénio;
- A duração do pneu aumenta, pois temperaturas mais
elevadas desgastam mais rapidamente os pneus.
- O nitrogénio não oxida os materiais com que está em
contacto e o envelhecimento desses componentes é mais
lento;
- As moléculas de nitrogénio são maiores, o que faz com
que a perda de ar normal dos pneus seja mais lenta. Um pneu
insuflado com nitrogénio tem uma perda de pressão 3 vezes
mais lenta do que quando se utiliza ar;
- não ocorre combustão em presença de nitrogénio, por
isso é muito utilizado em veículos que transitam por
locais onde há risco de incêndio, como Formula 1 e na aviação;
|
Para calibrar o pneu com nitrogénio é necessário, na primeira vez,
esvaziá-lo completamente. O serviço é cobrado, pois o nitrogénio
é mais caro que o ar-comprimido, contudo adições de nitrogénio
para manter a pressão correcta é grátis.
Pneus sempre à pressão! Utilize o Nitrogénio.
Um pneu perde ar pouco a pouco naturalmente. Controlar todos os meses
a pressão dos seus pneus é uma operação que nem sempre é
realizada. A pressão insuficiente limita o período de vida dos
pneus, aumenta os consumos e dificulta o comportamento em estrada.
Encher os pneus com Nitrogénio, gás interno não tóxico, diminui a
necessidade de controlo em menos 3 ou 4 vezes. Na realidade, o
comportamento do nitrogénio sob pressão dentro do pneu é melhor que a
do ar. Assim, com a pressão correcta,
- é capaz de aumentar em 20% a vida útil de um jogo de pneus;
- economiza até 10% de combustível;
- a sua segurança será reforçada: limita os riscos de aquecimento e
de rebentamento, e os pneus terão uma melhor performance,
permitindo conduzir com mais segurança em qualquer tipo de estrada e
estilo de condução.
VI.
EQUILIBRAGEM
DE RODAS
Porquê
manter o veículo alinhado?
Uma
deficiente geometria dos eixos provoca um desgaste anormal rápido dos
pneus, aumenta o consumo e pode mesmo perturbar o comportamento em
estrada e a segurança do veículo.
O
que pode causar o desalinhamento do veículo?
. Impacto em buracos;
. Desgaste dos componentes da suspensão;
. Substituição dos componentes da suspensão.
Quando é que se deve alinhar o veículo?
. quando o veículo sofrer fortes impactos na suspensão;
. quando o veículo estiver instável, com tendência a puxar para um
lado ou outro;
. quando forem substituídos componentes da suspensão;
. quando se trocam os pneus;
. quando os pneus apresentarem desgastes irregulares.
Que sintomas apresenta um veículo desalinhado?
. Desgaste excessivo ou desigual dos pneus;
. O volante "puxa" para a esquerda ou para a direita;
. Sente-se o veículo demasiado solto e a "vaguear";
. Volante descentrado quando o veículo circula em recta;
. O volante está descentrado quando o carro se move a direito.
Com que frequência se deve alinhar?
Sempre que detecte um dos sintomas mencionados. É aconselhável
alinhar ou proceder a uma verificação do alinhamento de 10.000 em
10.000 kms, ou pelo menos uma vez por ano.
Porquê um alinhamento total?
O alinhamento incorrecto é a causa principal do desgaste prematuro
dos pneus. Assim, se tiver a sua viatura devidamente alinhada à
frente e atrás, os seus pneus podem somar milhares de quilómetros ao
seu ciclo de duração.
Um veículo devidamente alinhado oferece:
. Uma maior facilidade de condução;
. Uma condução mais segura;
. Menor consumo de combustível;
. Menos desgaste dos pneus.
VII.
ALINHAMENTO
DA DIRECÇÃO
Porquê
manter o veículo alinhado?
Uma
deficiente geometria dos eixos provoca um desgaste anormal rápido dos
pneus, aumenta o consumo e pode mesmo perturbar o comportamento em
estrada e a segurança do veículo.
O
que pode causar o desalinhamento do veículo?
. Impacto em buracos;
. Desgaste dos componentes da suspensão;
. Substituição dos componentes da suspensão.
Quando é que se deve alinhar o veículo?
. quando o veículo sofrer fortes impactos na suspensão;
. quando o veículo estiver instável, com tendência a puxar para um
lado ou outro;
. quando forem substituídos componentes da suspensão;
. quando se trocam os pneus;
. quando os pneus apresentarem desgastes irregulares.
Que sintomas apresenta um veículo desalinhado?
. Desgaste excessivo ou desigual dos pneus;
. O volante "puxa" para a esquerda ou para a direita;
. Sente-se o veículo demasiado solto e a "vaguear";
. Volante descentrado quando o veículo circula em recta;
. O volante está descentrado quando o carro se move a direito.
Com que frequência se deve alinhar?
Sempre que detecte um dos sintomas mencionados. É aconselhável
alinhar ou proceder a uma verificação do alinhamento de 10.000 em
10.000 kms, ou pelo menos uma vez por ano.
Porquê um alinhamento total?
O alinhamento incorrecto é a causa principal do desgaste prematuro
dos pneus. Assim, se tiver a sua viatura devidamente alinhada à
frente e atrás, os seus pneus podem somar milhares de quilómetros ao
seu ciclo de duração.
Um veículo devidamente alinhado oferece:
. Uma maior facilidade de condução;
. Uma condução mais segura;
. Menor consumo de combustível;
. Menos desgaste dos pneus.
VIII.
PRESSÃO
DOS PNEUS
A pressão
influência directamente na vida útil do pneu. Os pneus devem
ter uma pressão de acordo com a carga e a velocidade de utilização.
Assim, se os pneus andarem com a pressão incorrecta, poderão surgir
danos irremediáveis no pneu.
PRESSÃO BAIXA
Uma
pressão abaixo da indicada provocará um desgaste mais acelerado nas
laterais do piso do pneu. Para ter uma ideia, uma pressão 15% abaixo
da recomendada, provocará um desgaste de mais acelerado de
aproximadamente 12%.
PRESSÃO EM EXCESSO
Uma
pressão acima da indicada provocará um desgaste mais acelerado no
centro do piso do pneu. Uma pressão de 20% acima da recomendada,
provocará um desgaste de aproximadamente 22% mais rápido. Ou seja,
ao invés de rodar 50 mil Km com seu pneu, você rodaria apenas 39 mil
Kms.
O
ideal é verificar a pressão com os pneus frios, pelo menos uma vez
por semana e sempre antes de iniciar uma viagem, assim como não é
recomendado que seja retirado o ar quente dos pneus e trocado por ar
frio, isso pode causar danos irreversíveis para a carcaça.
IX.
A VÁLVULA

A válvula
é a peça que é fixada na jante e que permite a introdução de ar
ou nitrogénio para a o enchimento do pneu.
As válvulas
participam na estanquecidade do pneu, e como tal, devem ser SEMPRE
substituídas, quando são montados novos pneus na sua viatura.
X.
INDICADOR DE DESGASTE DOS PNEUS
Os pneus
possuem indicadores de desgaste, que são pontes de borracha
localizado no fundo do piso do pneu. Quando o piso atinge o limite máximo
legal de desgaste (1,6 mm , na maioria dos
países europeus), essas pontes passam a estar em contacto com a
estrada, acusando assim, desgaste, o que indica que o pneu já não
oferece segurança.
|

|
| O
pneu acima está preste a atingir o limite máximo de
desgaste, pois está chegar aos indicadores de desgaste |
Andar
em conformidade com a lei ou em segurança?
Se a lei impõe que os sulcos devem apresentar uma profundidade mínima
de 1,6mm, saiba desde já que abaixo dos 2mm, o pneu não cumpre
correctamente a sua função, nomeadamente no que se refere à evacuação
de água. A distância de travagem aumenta e o comportamento em
estrada torna-se incerto.
|