7 erros comuns no cuidado dos seus pneus
Quais são os erros mais comuns que aumentam o desgaste dos pneus?
Reunimos os erros mais comuns que os condutores cometem com os pneus, e o que fazer para os evitar. Se tiver em atenção estas dicas os seus pneus irão durar mais.
Os 7 erros que mais desgastam os pneus
- Não verificar a pressão regularmente
Este é, de longe, o erro mais frequente. A pressão dos pneus varia com a temperatura ambiente e perde-se naturalmente ao longo do tempo, mesmo sem furos.
Consequências:
- Pneu com pressão baixa: mais atrito, mais consumo de combustível, desgaste irregular nas bordas e maior risco de rebentamento por sobreaquecimento
- Pneu com pressão alta: menos aderência, desgaste concentrado no centro do piso e condução mais "dura"
Solução: verifique a pressão pelo menos uma vez por mês e sempre antes de viagens longas. Faça-o com o pneu frio (antes de conduzir) e siga sempre o valor indicado pelo fabricante.
- Ignorar a profundidade do piso
Muitos condutores só trocam os pneus quando já estão visivelmente lisos, no entanto o limite legal (1,6 mm na maioria dos países europeus) já representa uma perda significativa de aderência, especialmente em piso molhado.
Solução: use a "regra da moeda" ou um medidor de profundidade. Se o piso está próximo do limite legal, comece já a planear a substituição.
- Não ter em atenção a idade do pneu
Um pneu pode ter piso perfeito e ainda assim estar perigoso. A borracha degrada-se com o tempo, mesmo sem uso, devido à exposição a UV, ozono e variações de temperatura.
Solução: verifique a data de fabrico (código DOT gravado no flanco do pneu). Como regra geral, pneus com mais de 6 anos devem ser inspecionados por um profissional, e a maioria dos fabricantes recomenda substituição aos 10 anos, independentemente do piso.
- Não rotacionar os pneus
Os pneus da frente e de trás desgastam-se de forma diferente, mais ainda em carros com tração dianteira ou traseira. Sem rotação periódica, alguns pneus perdem-se muito antes dos outros.
Solução: rode os pneus a cada 8.000–10.000 km, ou conforme indicado pelo fabricante do veículo.
- Misturar pneus diferentes nos quatro (ou dois) eixos
Combinar marcas, modelos ou até níveis de desgaste diferentes entre os pneus pode comprometer o equilíbrio e a estabilidade do veículo, especialmente em travagens de emergência ou curvas.
Solução: sempre que possível, use o mesmo modelo e marca nos quatro pneus. Se só for possível substituir dois, coloque os novos no eixo traseiro (mesmo em carros de tração dianteira). Isto reduz o risco de perda de controlo traseiro.
- Não respeitar o índice de carga e velocidade
Cada pneu tem um índice de carga máxima e velocidade máxima suportada, indicado no flanco (ex.: 91V). Usar pneus com índices inferiores aos recomendados pelo fabricante do veículo é um risco real, especialmente com carga elevada (bagagem, passageiros, reboque).
Solução: confirme sempre os índices recomendados no manual do veículo ou na etiqueta da porta, e nunca opte por um índice inferior para poupar dinheiro.
- Ignorar o alinhamento e o equilíbrio das rodas
Um pneu bem cuidado mas montado numa suspensão desalinhada vai desgastar-se de forma irregular, normalmente mais de um lado, ou em padrões de "serrote". Rodas desequilibradas causam vibração e desgaste acelerado.
Solução: peça uma verificação de alinhamento sempre que notar desgaste desigual, vibração no volante/guiador, ou depois de bater num buraco significativo.
