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10 de fevereiro de 2026 por Brás&Filho

É possível alargar jantes de ferro?

Sim, é tecnicamente possível alargar jantes de ferro.
No entanto, não recomendamos este tipo de serviço, pois não é possível garantir plenamente a segurança do veículo após a intervenção.
Durante o processo de corte e soldadura tendem a formar-se pequenos poros na zona trabalhada, o que faz com que a jante deixe de vedar bem o ar.
Isto significa que a jante deixa de ser verdadeiramente “tubeless”, podendo originar fugas de ar, perda de pressão e problemas de condução.

E alargar jantes de alumínio?

No caso das jantes de alumínio, o alargamento também é possível, mas apenas se forem respeitadas algumas condições técnicas importantes.
O procedimento correto passa por cortar a jante na zona da face e soldar um tambor de maior largura, dimensionado para a aplicação pretendida.
Nunca devem ser feitas emendas improvisadas ou múltiplas secções soldadas, pois isso fragiliza a estrutura e aumenta o risco de fissuras e ruturas.

É possível alterar a furação das jantes?

Esta é uma dúvida muito comum, especialmente em quem quer montar jantes de um carro noutro modelo com furação diferente.
Embora existam técnicas para “tapar” e voltar a furar, ou para acrescentar furos, não recomendamos a alteração da furação das jantes.
Os motivos são simples:
A zona dos furos é uma das áreas que mais esforço sofre, principalmente em travagem, curvas e impactos.
Ao modificar a furação, remove-se e altera-se material estrutural essencial, aumentando o risco de fissuras e falhas.
Pequenos desvios de alinhamento podem gerar vibrações, aperto irregular dos pernos e desgaste prematuro de componentes.

Quantas vezes posso maquinar uma jante?

A maquinação de jantes pode ser efetuada várias vezes ao longo da vida da jante, desde que se respeitem limites rigorosos de remoção de material.
Em cada intervenção deve ser retirado o mínimo indispensável, não excedendo cerca de 1 mm de material por maquinação.
Ao usar tornos CNC de elevada precisão é possível garantir um acabamento muito próximo do original, preservando o equilíbrio e a geometria da jante.
Ainda assim, é essencial avaliar sempre a espessura remanescente e o estado estrutural antes de voltar a maquinar.

Posso alterar o ET das jantes?

Sim, é possível corrigir ligeiramente o ET (offset) através da maquinação da zona do cubo da jante, mas com limites muito claros.
De forma geral, admite-se retirar até cerca de 5 mm na face de apoio, o que permite que a jante fique ligeiramente mais “para dentro” da carroçaria.
Ultrapassar este valor aumenta o risco de fragilizar a área de apoio e comprometer a fixação.
Se o objetivo for que a jante fique mais “para fora” (para encher mais o guarda-lama), não se deve retirar material: nesse caso é necessário recorrer a espaçadores apropriados.
Tal como em todas as modificações, é indispensável verificar a compatibilidade com o veículo, a interferência com travões e suspensão e o enquadramento legal para circulação em estrada.

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25 de novembro de 2025 por Brás & Filho

Pneu Furado? Aprenda a Trocar o Pneu em 8 Passos


O primeiro passo e o mais importante é sempre garantir a sua segurança, em primeiro lugar. Tente, sempre que possível estacionar o carro em um local seguro. Especial atenção à autoestrada. É uma estrada, por norma com muita movimentação e velocidades mais elevadas, o que for vezes pode tornar qualquer acidente fatal.


Porque um pneu pode furar?


Objetos na estrada – Pregos, parafusos, vidro ou outros detritos podem perfurar o pneu, muitas vezes sem aviso.

Idade e desgaste do pneu – Pneus antigos ou muito desgastados têm a borracha mais fina, tornando-se mais susceptíveis a furos.

Pressão incorreta – Pneus com pressão demasiado baixa ou alta, sofrem desgate irregular dos pneus, tornando-os mais suscetíveis a furos, ou até a rebentarem.

Impactos fortes – Buracos e lombas podem danificar o pneu internamente, ou provocar cortes.

Defeitos ou danos internos – Em casos raros, a própria estrutura do pneu pode estar comprometida, aumentando a probabilidade de furos.


Como trocar um pneu em 8 passos.


1º Passo: Páre o carro em segurança

  • Encoste o carro o mais afastado possível da via, sempre numa superfície plana;
  • Ligue os "4 piscas";
  • Coloque o colete refletor;
  • Ative o travão de mão;
  • Coloque o triângulo de sinalização a pelo menos 30 metros do carro.

2º Passo: Reúna o material necessário

Para mudar um pneu, vai precisar de:

  • Macaco;
  • Chave de rodas;
  • Roda suplente;
  • Triângulo de sinalização;
  • Luvas (opcional, mas útil);
  • A maior parte dos carros já traz estes elementos de série.

3º Passo: Desaperte os pernos das rodas

  • Coloque a chave de rodas em cada perno;
  • Rode no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio;
  • Desaperte todos os pernos, mas sem os remover totalmente;
  • Este passo evita que a roda gire quando o carro estiver no ar.

4º Passo: Levante o carro com ajuda do macaco

  • Encontre o ponto de apoio do macaco indicado no manual do carro (zona reforçada junto à cava da roda);
  • Posicione o macaco corretamente;
  • Levante o carro até o pneu furado ficar suspenso;
  • Nunca coloque as mãos ou pés por baixo do carro enquanto este estiver levantado.

5º Retire o pneu furado

  • Remova completamente os pernos;
  • Puxe a roda na sua direção;
  • Coloque-a de lado, num local seguro.

6º Coloque a roda suplente

  • Alinhe os furos da roda suplente com os parafusos.
  • Enceixe a roda.
  • Enrosque as porcas com a mão, apenas para fixar.

7º Baixe o carro e aperte os pernos

  • Baixe o carro lentamente usando o macaco.
  • Com o carro no chão, aperte bem todos os pernos em forma de estrela (aperto cruzado), para garantir uma fixação uniforme.

8º Guarde tudo e verifique a pressão

  • Guarde a roda furada, o macaco e a chave.
  • Assim que possível, dirija-se a uma estação de serviço para verificar a pressão do pneu suplente.
  • Se a roda suplente for do tipo “galleta”, lembre-se: a velocidade máxima recomendada é cerca de 80 km/h.

Posso circular com um pneu "suplente"?


Sim, durante um tempo limitado. Assim que trocar o pneu, deve dirigir-se a uma oficina especializada. Desta forma, é importante o pneu "suplente" ter a pressão indicada.
Se a oficina mais próxima ficar longe, deve deslocar-se a uma estação de serviço para verificar a pressão do pneu "suplente", caso não o tenha feito recentemente.

Qual é o aspeto mais importante na mudança de pneus para o sobresselente?


Verificar o estado do pneu. Mesmo que seja para uso temporário é muito importante que esteja em boas condições e com a pressão certa. Se não, pode provocar acidentes.
Outro aspeto importante é verificar se os parafusos estão bem apertados. Verifique sempre, antes de voltar à estrada se estes estão bem apertados.
Por fim, deve dirigir-se a uma oficina. Em média um pneu sobresselente pode circular em média até 80km.

Na nossa oficina somos especializados em pneus. Se precisar de ajuda com algum furo, ou até verificar a pressão dos seus pneus, fazemos um check-up de forma gratuita.

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29 de outubro de 2025 por Brás & Filho

Pneu Seal Inside vs Run-Flat: qual a melhor opção?


Os pneus Seal Inside foram lançados pela Pirelli e têm como principal objetivo permitir a condução com um furo, por vezes nem notado pelo condutor. Mas, os pneus Run Flat também têm essa função. Afinal quais são as diferenças entre ambos?


Qual é a diferença entre Pneus Inside e Run Flat?


  • Seal Inside – Estes pneus possuem um selante integrado na camada interna da banda de rodagem, que ao serem perfurados, o próprio selante preenche o orifício instantaneamente. Mantendo assim a pressão e permitindo que o condutor continue a viagem sem ter de reparar o furo, ou trocar o pneu de forma imediata.

  • Run-Flat – Pneus RF possuem os flancos reforçados. A estrutura interna foi projetada para suportar o peso do veículo, mesmo com pouca pressão no pneu. Possibilitando que a roda continue a rolar até 80km/h antes de necessitar de assistência.

Vantagens e Desvantagens: Seal Inside e Run Flat


Seal Inside

  • Conforto - Flancos normais, sensação de condução idêntica a pneus convencionais
  • Segurança - Selante impede a maioria dos furos pequenos na banda de rodagem
  • Custo - Geralmente mais barato e fácil de reparar
  • Compatibilidade - Montável em praticamente qualquer veículo, sem necessidade de rodas especiais
  • Limitações - Não protege cortes laterais ou furos grandes - o selante pode dificultar reparos posteriores

Run-Flat

  • Conforto - Flancos rígidos que aumentam vibrações e tornam a condução mais dura
  • Segurança - Permite chegar a um local seguro após um furo
  • Custo - São pneus mais caros
  • Compatibilidade - Nem todos os carros são projetados para esse tipo, pode exigir TPMS e rodas específicas
  • Limitações - Quando usado sem pressão por muito tempo, por norma é ncessária a substituição

Qual pneu devo escolher? Seal Inside ou Run Flat?


Opte por Seal Inside se prioriza:

  • Conforto, preço acessível e facilidade de reparação, sobretudo para uso urbano ou quando o carro não foi originalmente equipado com Run-Flat.

Escolha Run-Flat se:

  • A segurança imediata e a capacidade de percorrer longas distâncias em autoestrada são essenciais, especialmente em veículos já homologados para esse sistema.

A decisão depende do seu estilo de condução e das exigências do seu veículo. Avalie o conforto, o custo e a segurança para encontrar a melhor solução para si e para o seu carro.


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