Blog

Imagem do Post 159
30 de abril de 2026 por Brás e Filho

O que é a furação das jantes?

A furação, termo técnico PCD (Pitch Circle Diameter) corresponde ao número de parafusos e a distância entre eles.

image info


Número de furos: Por norma as jantes têm 4 ou 5 furos.
Diâmetro: Corresponde à distância em milímetros entre os restantes parafusos. Em jantes de 5 furos, a medição é feita de um furo até ao centro da linha dos dois furos opostos.
Furo Central: O orifício central que encaixa no cubo da roda. Deve corresponder exatamente para evitar vibrações.

Como devo medir a furação das jantes?

Jantes cujo os furos são números pares: Com recurso a uma fita métrica mede-se a distância entre os furos opostos.
PCD = centro ? centro oposto.
Válido para 4, 6 e 8 furos. Medição direta, sem cálculo.
O único cuidado: medir de centro a centro, não de borda a borda.
Jantes de 5 furos: Para medir a furação destas jantes deve-se aplicar a fórmula: PCD = d × 1,7013

image info


66 d (médio) x 1,7013 = 112 PCD (mm) 5x112 furação final


Onde ler a furação da minha jante?

A furação das jantes, por norma, encontra-se gravada na parte interna das mesmas, atrás dos raios ou perto do cubo central.

Tabela de furação de jantes

image info


E se quiser adaptar uma jante de outra furação?

Existem no mercado adaptadores de furação. Porém, estes adaptadores alteram o offset da jante e introduzem uma interface mecânica adicional que, se não for de qualidade certificada, pode representar um ponto de falha crítico.
Em Portugal, o uso de adaptadores de furação não certificados pode invalidar a inspeção automóvel.

Ler Mais Ler mais do Post 159
Imagem do Post 157
20 de abril de 2026 por Brás e Filho

Teste de pneus de verão: Goodyear vs Pneu Low Cost


Submetemos dois pneus de categorias distintas a testes rigorosos de distância de travagem e comportamento dinâmico.
O pneu A diz respeito ao Eagle F1 Asymmetric 6, da Goodyear. E o B diz respeito a um pneu de marca asiática.
Os resultados falam por si, e podem fazer totalmente a diferença no seu dia-a-dia.

Teste 1: Travagem em piso molhado

O teste de travagem de emergência em piso húmido avalia a capacidade do pneu de dissipar energia cinética em asfalto molhado

  • Velocidade entre 60–80 km/h
  • Travagem iniciada sempre no mesmo ponto (˜ 60 metros)
  • 3 passagens realizadas com cada pneu

Resultados:
O valor de referência para este ensaio é de 27 metros. O Goodyear ficou bem abaixo desse limiar, registando uma média de apenas 24,91m contra 26,96 m do pneu asiático — uma diferença de 2,05 metros em cada travagem.

Conclusão do teste de travagem

A consistência das medições é igualmente reveladora: o Goodyear foi reduzindo progressivamente a distância de paragem ao longo das três passagens, o que reflecte uma resposta térmica e de composição da banda de rodagem mais estável.
O pneu B apresentou um padrão de micro-perda de aderência cíclica.
Em velocidades superiores a 80 km/h, esta diferença amplifica-se consideravelmente: um pneu com menor capacidade de drenagem aumenta a distância de paragem de forma progressiva, tornando as travagens de emergência em piso molhado significativamente mais arriscadas.

Teste de Handling

O teste de comportamento dinâmico avalia a resposta do pneu em trajectórias de curvatura forçada, medindo a capacidade de gerar aderência lateral e manter a trajectória definida pelo piloto.
O protocolo incluiu duas passagens a 50 km/h e duas passagens a 60 km/h num circuito fechado.

Conclusão do teste de handling

O teste de comportamento dinâmico avalia a resposta do pneu em trajectórias de curvatura forçada, medindo a capacidade de gerar aderência lateral e manter a trajectória definida pelo piloto. O protocolo incluiu duas passagens a 50 km/h e duas passagens a 60 km/h num circuito fechado.
O Goodyear demonstrou elevada rigidez de curvatura, mantendo o veículo em trajectória sem desvio do eixo traseiro. O pneu B revelou derrapagem lateral significativa com tendência de descontrolo progressivo do eixo traseiro à medida que a velocidade aumentava, comprometendo a previsibilidade de condução.

Eagle F1 Asymmetric 6, da Goodyear ou Low Cost?

Em travagem em piso molhado, o Goodyear mostrou um comportamento melhor, travou cerca de 2 metros antes comparativamente ao pneu B.
Em comportamento dinâmico, a vantagem em aderência lateral e estabilidade do eixo traseiro é evidente. Para velocidades superiores ou condução em piso molhado, a diferença entre os dois pneus não é apenas uma questão de desempenho, é uma questão de segurança activa.
Sendo assim, o pneu da marca Goodyear ganhou em todos os campos. Mostrando-se mais seguro e mais eficaz.

Ler Mais Ler mais do Post 157
Imagem do Post 156
13 de abril de 2026 por Brás e Filho

Mitos vs verdades sobre pneus de mota


7 mitos e verdades sobre pneus de mota


Os pneus devem ser trocados aos pares

É aconselhável trocar os pneus aos pares, no caso da mota, pois esta poderá ficar desequilibrada caso seja trocado apenas um pneu.
Este conselho ajuda a garantir a segurança e o equilíbrio, bem como a performance e aderência da mota.
Se o pneu dianteiro ainda se encontrar em bom estado e o pneu traseiro tiver algum furo ou desgaste prematura, poderá trocar neste caso, apenas um.

É extremamente importante verificar a pressão dos pneus

Sim. É crucial verificar com regularidade, mais do que os pneus de carro, a pressão dos pneus.
Pressão baixa gera mais calor, desgaste irregular e risco de o pneu rebentar.
Deve ser verificado em frio uma vez por semana.

Devo manter a mesma marca de pneus em ambas as rodas?

Sim. Os pneus de mota trabalham em conjunto. Se colocar pneus diferentes no eixo traseiro e dianteiro a mota irá ficar desequilibrada. Podem existir complicações em piso molhado, e existirem comportamentos imprevisíveis, principalmente nas travagens e nas curvas.

A temperatura afeta o Grip

Os pneus de mota precisam de aquecer até uma determinada temperatura de funcionamento.
Deve conduzir com precaução até os pneus atingirem a temperatura ideal para não comprometer a condução.

Pneu mais largo faz curva melhor

Mito. Deve seguir sempre as medidas indicadas pelo fabricante.
Um pneu mais largo do que é o recomendado pelo fabricante dificulta as manobras e pode comprometer o sistema de tração.

Pneu de mota tem validade

O pneu de mota tem gravado na lateral as informações sobre a data de fabrico, porém não existe uma data de validade, como acontece por exemplo com os alimentos.
É importante ter em conta índice de desgaste dos pneus e o envelhecimento da borracha.

Quanto mais pressão mais durável é o pneu

Mito. Os pneus, quer os de mota, quer os de carro devem sempre seguir a pressão recomendada pelo fabricante. Nunca deve estar acima ou abaixo do recomendado.
Ao colocar demasiada pressão a área de contacto com o solo fica reduzida.

Dicas importantes para preservar os pneus de mota

  • Verificar com regularidade a pressão dos pneus
  • Respeitar sempre as medidas originais dos pneus
  • Verificar se existem trincas ou fissuras nos pneus e o indicador de desgaste
Ler Mais Ler mais do Post 156
Imagem do Post 155
Imagem do Post 154
Imagem do Post 152

Peça aqui o seu orçamento

    Informações Pessoais
    Informações Veículo
    Sem ficheiro selecionado
    Quero receber promoções e novidades
    * Campos de preenchimento obrigatório
    Subscreva a nossa Newsletter e ganhe 10€ de desconto
    Com a nossa Newsletter, vai poder receber campanhas exclusivas, vendas antecipadas e ficar a par das nossas novidades! Os seus dados serão utilizados exclusivamente para o envio da nossa newsletter e outras comunicações relevantes da Brás & Filho. Pode cancelar a qualquer momento.